Situações ocorridas em diferentes atendimentos na área de saúde neste ano de 2025 em Francisco Beltrão mobilizaram a vereadora e Procuradora das Mulheres na Câmara, Mara Fornazari Urbano (PT) a retomar ações para o enfrentamento da violência obstétrica. Essas denúncias, que envolvem abusos físicos, psicológicos e desrespeito aos direitos das gestantes durante o atendimento no parto, motivaram a vereadora a apresentar dois requerimentos na Câmara, exigindo esclarecimentos do Poder Executivo e ações concretas para combater essa violação dos direitos das mulheres.
Em um dos Requerimentos Mara solicita da prefeitura informações detalhadas sobre o procedimento adotado para o recebimento, apuração e encaminhamento das denúncias de violência obstétrica, para onde as denúncias estão sendo direcionadas, como ocorre o processo de apuração e o que está sendo feito em relação aos profissionais de saúde envolvidos. “A violência obstétrica é uma violação grave dos direitos das mulheres, afetando sua saúde física e emocional. Diante disso buscamos garantir que o município tenha um protocolo claro para a apuração das denúncias e que as vítimas recebam a proteção e os cuidados necessários”, comenta a vereadora.
Em outro Requerimento os questionamentos são relacionados ao Hospital Intermunicipal, em especial sobre as ações de formação e conscientização implementadas para prevenir e combater a violência obstétrica. A vereadora quer saber quais programas de capacitação estão sendo oferecidos aos profissionais de saúde para garantir um atendimento respeitoso e humanizado às gestantes e como está sendo promovida a orientação das pacientes sobre seus direitos. Também cobra informações sobre o sistema de monitoramento que avalia a eficácia dessas ações dentro da instituição.
ABUSO E DESRESPEITO
Mara enfatiza ainda que a violência obstétrica é uma realidade triste, marcada por práticas desrespeitosas e abusivas durante o parto, que comprometem a integridade física e emocional das mulheres. Esses abusos incluem, por exemplo, agressões verbais, procedimentos realizados sem consentimento e a falta de empatia no atendimento às parturientes. Além de prejudicar a saúde das mulheres, essa violência impede que as gestantes vivenciem o parto de maneira digna e respeitosa.
Também relata que as denúncias evidenciam que a falta de protocolos adequados para a apuração desses casos e a carência de um atendimento humanizado continuam sendo falhas graves no sistema de saúde municipal de Beltrão. Diante disso, a vereadora cobra uma resposta imediata das autoridades e das instituições de saúde para que as vítimas de violência obstétrica sejam protegidas e os profissionais envolvidos sejam responsabilizados por suas ações.
Com esses requerimentos, a vereadora e Procuradora das Mulheres reforça a necessidade de um enfrentamento mais sério e urgente da violência obstétrica no município, buscando garantir que todas as mulheres recebam atendimento digno, respeitoso e livre de abusos durante o parto. “A cobrança de providências eficazes são prioridades para garantir os direitos das gestantes e assegurar que o sistema de saúde do município se comprometa com o atendimento humanizado, conforme estabelece a legislação”, completa Mara.
A REPORTAGEM DO PORTAL DE BELTRÃO TAMBÉM ENTROU EM CONTATO COM A ADMINISTRAÇÃO DE FRANCISCO BELTRÃO ABRINDO ESPAÇO PARA QUE A PASTA DA SAÚDE POSSA SE MANIFESTAR SOBRE O CASO. A REDAÇÃO AGUARDA RETORNO.
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Assessoria